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Transformação digital na segurança: o que falta para emplacar?

Junto com todas as facilidades e vantagens que representa ao homem, o avanço tecnológico trouxe também muitas ameaças à segurança. Não apenas em ambiente cibernético, mas também, em estruturas físicas. Mas a tecnologia é exatamente a solução que pode proteger patrimônios dos mesmos males. Foi o que constatou uma pesquisa feita com 200 líderes de segurança física de alto nível em diversas indústrias multinacionais, que apontou um grande atraso em relação a transformação digital global que a sociedade vive – o que impede que as soluções digitais cumpram esse papel na segurança.

Por exemplo, o aumento da popularidade das mídias sociais forneceu, sem querer, novas maneiras de orquestrar violações e ataques. Essa realidade, combinada com a escalada de eventos climáticos catastróficos, significa que muitas equipes de segurança estão enfrentando mais desafios do que nunca.

No entanto, enquanto muitos executivos de segurança veem o valor de melhorar a segurança física com ferramentas digitais, o progresso nesse campo tem sido desigual, segundo o estudo. Embora os líderes de segurança vejam a oportunidade de melhorar o gerenciamento de riscos com soluções tecnológicas, o setor de segurança eletrônica ainda está pelo menos 10 anos atrás dessa revolução, de acordo com os especialistas.

Gestores de segurança ainda relutam em aderir totalmente a tecnologia por falta de conhecimento

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Tratamento inteligente de ameaças

De acordo com os autores do estudo, escrito por especialistas da Microsoft e da Accenture, o combate a essas ameaças requer aplicativos inteligentes que podem filtrar rapidamente quantidades enormes de dados que não podem ser processados no nível humano. “Desenvolvimentos recentes em inteligência artificial e processamento de sinais podem ajudar na segurança”.

Para os especialistas, à medida que as ferramentas se tornam mais sofisticadas e prontamente disponíveis, as organizações de segurança devem adotar novas práticas e capacidades. “A falha em transformar aumentará a probabilidade de se tornar um alvo”.

O que falta para a tecnologia emplacar na segurança?

Os dois principais desafios enfrentados atualmente pelas operações de segurança física, segundo os entrevistados da pesquisa, eram o gerenciamento reativo de ameaças e a tomada de decisão baseada na intuição baseada na subjetividade. “Esses desafios – operando de forma reativa e melhorando a tomada de decisões – dificultam a proatividade. Isso coloca seu pessoal, marca e reputação em risco”, escrevem os autores.

Por isso, conclui-se que as soluções baseadas em inteligência artificial já disponíveis hoje são resposta para corrigir este atraso. Com o tratamento proativo de ocorrências, a segurança é aprimorada e pessoas, patrimônios e operações podem ser monitorados com maior assertividade, a partir da geração de dados e insights para prestar tais serviços. Assim, custos são reduzidos e a ação sobre ocorrências é determinante. Globalmente, o propósito disso é que a própria transformação digital fortaleça o gerenciamento de risco, considerando a experiência de colaboradores e clientes.

 Via Security Management – A publication of ASIS International