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Reconhecimento facial no carnaval: entenda como funciona

O Carnaval 2020 deve bater recorde de público nas principais cidades do Brasil. A tecnologia do reconhecimento facial durante a folia já é uma realidade aplicada há alguns anos no País, e está cada vez mais aprimorada. Com mais blocos de rua e a repercussão mundial da festa, o brasileiro tem tomado ainda mais gosto por pelo período.

Só em São Paulo, por exemplo, 15 milhões de pessoas são esperadas nos oito dias de festa este ano. Em 2020, será a primeira vez que a capital paulista terá um computador de reconhecimento facial para tentar ajudar a polícia a identificar rostos de criminosos e de suspeitos de crimes, além de ajudar a localizar pessoas desaparecidas.

Câmeras com inteligência artificial estão espalhadas em diversas cidades brasileiras como Salvador

Câmeras com inteligência artificial estão espalhadas em diversas cidades brasileiras como Salvador

Em Olinda (PE), 3,7 milhões de pessoas devem passar pelas ruas enquanto o Carnaval de Recife, a capital do estado, espera receber 1,6 milhões de pessoas em suas agremiações.

Infelizmente, o grande fluxo de pessoas também facilita ações criminosas e deixa muitas vezes “anônimos” os autores de pequenos e grandes delitos entre os foliões. Foi a tecnologia de reconhecimento facial aplicada no videomonitoramento de Salvador que identificou o rapaz Marcos Vinicius de Jesus Neri, de 19 anos, acusado de homicídio. Ele foi flagrado pelas câmeras nas ruas da capital baiana no ano passado, enquanto curtia a folia em um dos blocos mais famosos do local – mesmo fantasiado com roupas femininas.

Entenda a seguir como funciona a tecnologia de reconhecimento facial:

Banco de dados

Para a tecnologia poder reconhecer um rosto, o sistema precisa ter a imagem dos indivíduos previamente em um banco de dados/imagens de fichas civil e criminal. Ele é fomentado pelos registros de passagem pela polícia, registros cadastrais e outros bancos de dados.

Em todo o País, ainda em 2019 existiam 304 mil procurados pela justiça e 19,2 mil foragidos da cadeia – segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). São mais de 320  mil rostos de criminosos que estão misturados na multidão.

SAIBA MAIS: 4 maneiras de fazer monitoramento nas cidades

Reconhecimento facial: o criador da identidade biométrica

Para a mente humana, pode ser até impossível identificar um indivíduo na multidão. Mas o sistema de reconhecimento facial pode fazê-lo em poucos segundos.

Ele analisa a distância entre os olhos, o tamanho do nariz, boca, a linha da mandíbula e outras características. Tudo isso se torna um algoritmo (número), que se torna a identidade biométrica de uma pessoa.

Leitura facial cria algoritmo com as características da pessoa

Leitura facial cria algoritmo com as características da pessoa

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Leitura do sistema + ação humana

O caso registrado em 2019 na Bahia é uma prova de que nem o uso de perucas, óculos ou maquiagem pode enganar o sistema, apenas indicar mais de uma possibilidade para uma mesma pessoa – com menor grau de assertividade.

De toda forma, a leitura já terá sido feita encaminhada para uma central de monitoramento, que contará com o auxílio do olhar humano para concluir se aquela é mesmo a pessoa do banco de dados.

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