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Avantia faz parceria com o MIT

A Avantia e o MIT – Massachusetts Institute of Technology – celebram parceria.

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Em três anos, a empresa de tecnologia em segurança do Porto Digital Avantia triplicou de tamanho. O ritmo de crescimento é invejável, mesmo para uma média empresa.

Além de estar na agulha para fechar parceria com novos clientes do porte do Carrefour e Itaú, a companhia recifense de tecnologia da informação passou a contar com um reforço de peso na gestão de seu negócio. Desde o ano passado quatro estudantes de MBA do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), um dos centros universitários mais prestigiados do mundo, prestam consultoria para a empresa, com o intuito de melhorar seus processos internos e também indicar caminhos para novos investimentos.

“O projeto com o MIT ainda não foi concluído. Mas a quantidade de informações, análises e debates a respeito do mercado de tecnologia em segurança que elas nos trouxeram, demoraríamos anos e anos para conseguir por nós mesmos”, comenta um dos sócios da Avantia, Eduardo Lima. Segundo ele, a consultoria não tem paralelo no mercado local. “O que elas desenvolvem conosco é diferente. Por mais qualificado que seja um profissional da nossa região, ele vai saber um pouco mais do que nós que estamos no mercado. Elas trouxeram uma visão de fora”, acrescenta.

Entre as estudantes, está a chinesa Jing Yang, que chegou em Nova Iorque ainda criança e tem experiência profissional na área de finanças, tendo trabalhado em empresas do porte da American Express. Yang explica que ela e suas outras três colegas fazem parte do laboratório de empreendedorismo global, parte curricular do MBA em administração do MIT.

“Um time de quatro estudantes escolhe empresas ao redor do mundo e desenvolve projetos de consultoria para as escolhidas. A aplicação da experiência faz parte da filosofia do MIT e o foco em empreendedores é porque eles fazem parte da máquina de crescimento em mercados emergentes, ajudam na criação de empregos. Provêm crescimento e desenvolvimento de ecossistemas. No caso da Avantia, é porque ela torna as cidades mais seguras”, afirmou.

Ela diz que uma das razões para ter escolhido a empresa pernambucana foi justamente o ritmo de crescimento apresentado pela Avantia. “A principal justificativa para isso é a grande demanda por serviço de segurança, mas há o toque de inovação da empresa e isso me atraiu”, disse.

Eduardo Lima salienta que um dos direcionamentos apontados por Yang é o crescimento da empresa através de investidores de fundo de private equity. “Isso pode acelerar ainda mais o nosso crescimento”, avaliou.

Lima conta que a Avantia chegou até o MIT através da Endeavour, entidade criada por Jorge Paulo Lemann, controlador da AB Imbev, maior cervejaria do mundo e sócio da GP Investiments, ao lado de Beto Sucupira e Marcel Telles. “De três mil empresas inscritas, apenas seis foram selecionadas e estamos entre elas”, diz orgulhoso. O propósito da Endeavour é auxiliar empresas de ponta a desenvolverem seus negócios para fazer diferença na sociedade. “Uma dessas ações foi nos apresentar ao MIT. Nos juntamos a outras 20 empresas que estão passando pelo mesmo processo no instituto americano. Queremos agora ser a porta de entrada para o MIT dentro do ecossistema do Porto Digital. Agora que temos o contato, fica mais fácil capitalizar alguma coisa para a nossa sociedade”, completa.

A Avantia trabalha com soluções de tecnologia para segurança de empresas e cidades, a exemplo da tecnologia de videomonitoramento, controle de acessos e operações terceirizadas de segurança. Com o Carrefour, por exemplo, a empresa faz o controle de cargas da rede, de forma a diminuir as perdas dentro do processo de logística. “Cada vez mais a tecnologia tem um papel relacionado à segurança, que antes se limitava, no caso público, a homens, armamento e viatura. Hoje há uma série de soluções disponíveis para aumentar segurança. A Avantia é uma empresa do Porto digital que busca estar inserida no que há de mais avançado no mundo nesta área. Realizamos pesquisa em Israel, Estados Unidos, Coreia do Sul, em busca do que há de mais moderno. Queremos nos diferenciar.”

As outras estudantes inseridas no programa também destacam a rapidez do crescimento da Avantia e a área de atuação da empresa para terem escolhido vir ao Recife desenvolver seus projetos de pesquisa. “Quero entender como o comportamento do mercado influencia as decisões de uma empresa como essa, que cresce tão rápido”, disse Rupali Chawla, engenheira neozelandesa da área de energia e mineração. “Eu vim para aprender como uma economia emergente tem sido amplamente alargada também”, diz Khadija Jallow, analista de sistemas nascida no Gâmbia. “Agora eu conheço muito mais sobre o mercado de tecnologia dos EUA e do Brasil”, salienta Anita Kibunguchy, gestora de sistemas de informação do Quênia. Todas elas desenvolvem carreiras profissionais em grupos de tecnologia e finanças.

Fonte: Portal NE10