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4 riscos que sua instituição de ensino pode estar correndo e você não sabe

Gestores pedagógicos de escolas estão sempre atentos à rotina dos seus alunos e, principalmente, aos riscos que eles podem sofrer no ambiente estudantil. Dentre esses riscos, aqueles relativos ao controle de acesso dos que entram e saem diariamente estão entre as maiores ameaças para a segurança e bem estar de toda a instituição.

Confira no artigo alguns fatores que geram situações perigosas para este tipo de ambiente, mas que muitas vezes passam despercebidos pela equipe de segurança.

A segurança se tornou uma preocupação ainda maior que a qualidade do ensino nas salas de aulas

A segurança se tornou uma preocupação ainda maior que a qualidade do ensino nas salas de aulas

A insegurança identificada em escolas e universidades no Brasil se tornou mais evidente recentemente, quando colégios brasileiros foram cenário de ao menos sete atentados com armas de fogo cometidos por alunos e ex-alunos. Em audiência pública sobre a segurança nas escolas realizada em maio deste ano, a violência nas escolas foi apresentada como a principal preocupação dos alunos do Nordeste, Centro-Oeste e Sul do País, de acordo com o diretor de Estratégia Política do movimento Todos pela Educação, João Marcelo Borges.

Na pesquisa “Violência e Preconceitos na Escola”, realizada pelo Conselho Federal de Psicologia entre 2013 e 2015, os alunos denunciam a ausência de diálogo com diretores e coordenadores pedagógicos e uma cultura de violência que se manifesta não apenas em agressões físicas, mas em xingamentos e bullying – levando a casos trágicos como o que ocorreu em Suzano (SP).

O número alarmante demonstra que acontecimentos perigosos ainda são difíceis de serem identificados em tempo hábil no espaço escolar, ainda mais em instituições de médio e grande porte, onde monitorar o acesso de alunos, funcionários e visitantes é um grande desafio. A seguir, listamos alguns riscos que a sua escola pode estar correndo e explicamos a importância de tratar devidamente cada um deles.

#1 Suspeitos entrando na escola

Nos horários de pico (início das aulas, intervalos de almoço e saídas), a entrada nos portões geralmente é liberada em diversas instituições para não gerar filas e atrasos entre as salas de aula e demais locais. Nesses períodos de fluxo intenso de pessoas, possíveis criminosos podem se aproveitar para invadir a propriedade (através de algum acesso pelos fundos, por exemplo) ou simplesmente entrar pelos portões principais se passando por visitantes ou familiares. Foi o que aconteceu no conhecido massacre de Realengo, em 2011, onde o criminoso entrou na escola afirmando ser um palestrante e, em seguida, matou 12 estudantes e se suicidou.

Sem o acompanhamento correto e preventivo da segurança escolar, indivíduos podem entrar portando armas ou outros elementos perigosos a fim de cometerem atentados como esse. Por consequência, furtos, roubos e crimes piores ocorrem com poucas chances de serem evitados, já que suspeitos serão identificados apenas posteriormente ao se averiguar câmeras de segurança presentes no local. Sem falar em instituições que sequer dispõem de sistemas de monitoramento por vídeo para tal checagem ou que utilizam equipamentos de baixa qualidade, impedindo uma análise correta das imagens gravadas.

#2 Veículos perigosos no estacionamento

Assim como o fluxo de pessoas, o trânsito de carros dentro da escola aumenta bastante nos horários de pico, quando os responsáveis precisam buscar os estudantes, gerando esperas e impaciência por parte dos envolvidos na dinâmica. Se houver algum funcionário responsável por vigiar a entrada de pessoas e veículos, dificilmente ele conseguirá realizar as duas funções com eficiência.

A conferência através de listas com placas e as respectivas identidades dos motoristas não é um procedimento comumente adotado nas escolas, pois retardaria bastante o processo. Dessa forma, acaba ficando a cargo do funcionário vigilante analisar por conta própria se aquele veículo possui autorização de entrada ou não. Mais uma vez o ambiente escolar é exposto a riscos, como a entrada de carros de visitantes contendo equipamentos perigosos ou pessoas escondidas. Adicione aqui também veículos responsáveis por entregas de suprimentos alimentares e materiais diversos, que tornam essa demanda de fiscalização mais complexa e sujeita a brechas de segurança.

#3 Evasão de alunos durante as aulas

Assegurar a presença dos alunos na propriedade escolar durante o horário de aulas é responsabilidade primordial da equipe pedagógica e elemento extremamente cobrado pelos pais e familiares. Porém, especialmente o grupo dos adolescente se torna uma preocupação constante para a rotina de segurança, pois a fuga desses estudantes das aulas representa quedas no desempenho escolar. Além disso, os alunos ficam sujeitos a diversos perigos, podendo se envolver em atividades ilícitas e com sérias consequências para a instituição em termos legais.

Há dois anos, escolas particulares do Recife-PE registraram a existência de grupos de apostas em esportes, que deixaram estudantes com altas dívidas: aliciadores maiores de idade reuniam jovens de escolas para conseguirem competidores, estes, por sua vez, passavam a ser ameaçados quando não pagavam as dívidas. Exemplos assim expressam a importância do controle eficaz desses alunos para garantir que estão cumprindo as tarefas previstas e saindo da instituição apenas nos horários definidos.

A entrada e saída representa um grande risco para os alunos

A entrada e saída representa um grande risco para os alunos

#4 Sequestro de alunos

Por último, um fator alarmante no cenário escolar diz respeito às pessoas que vão buscar os alunos nessas instituições. Quando a identidade dos responsáveis não é confirmada na entrada e na saída da propriedade, burlar a segurança e enganar os funcionários presentes é extremamente fácil, deixando os jovens sujeitos ao contato com criminosos.

Casos de sequestros se tornam recorrentes pela vulnerabilidade das crianças e adolescentes, que podem ser atraídos por indivíduos com quem já mantinham contato há algum tempo e utilizam a porta das escolas como um local de fácil acesso para concretizar o crime. Por isso, deixar de lado o monitoramento daqueles que buscam os estudantes acarreta problemas gravíssimos para a instituição.

Se você identificou na sua escola ou universidade um ou mais dos problemas aqui explanados, está na hora de fortalecer o plano de segurança da sua instituição de ensino. Entre em contato conosco e conheça as opções que se adequam às suas necessidades.